MAFALDA, QUINO E AS DITADURAS (1964 a 1973)

Autores

  • Christian Matheus Alves de Morais Universidade Estadual de Goiás, Campus Anápolis de Ciências Exatas e Tecnológicas

Palavras-chave:

Mafalda. Argentina. Quino. Ditaduras. Histórias em Quadrinhos (Tiras cômicas). Humor.

Resumo

Entre as décadas de 1960 e 1980, as tiras de Mafalda produzidas pelo artista de história em
quadrinhos (HQs) (Quino (Joaquín Salvador Lavado Tejón)) alcançaram amplo êxito comercial graças
ao forte teor das críticas direcionadas pela jovem personagem título a diversos aspectos da vida
social. Ela segue ganhando ressignificações e sentidos ao longo dos anos, superando sua origem
inicial associada a uma campanha publicitária, e estabelecendo-se noutro papel, o de crítica social
através do humor e da ironia. De forma brilhante Quino faz criticas ao modo de viver dos argentinos e
em vários outros setores relacionados ao espaço público daquele país, inclusive aqueles relacionados
aos anos de chumbo pelos quais diversos países da América latina e com a Argentina não foi
diferente – passaram entre as décadas de 1960 e 1980. – Quino mostra-se contrario ao modo
ditatorial de se governar um país, deixando claro o quanto Mafalda era apaixonada pela democracia,
mas nunca mostrando algum tipo fechado de posicionamento politico explícito, o que é coerente ao
se levar em conta o fato de Mafalda ser uma criança. Acima de tudo nunca deixa de lado criticas
quanto à violência, a forte repressão da ditadura, e em como o modo de governar dos militares era
errado na visão da garota. A pesquisa procurará apresentar alguns destes aspectos a partir de análise
sobre Quino e algumas tiras cômicas de Mafalda.

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Publicado

2018-04-10

Edição

Seção

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - Seminário de Iniciação Científica - Painel