Fóssil de Panochthus na Seção de Geologia e Paleontologia da UEG

Autores

  • Jourdan Calil de Amorim Costa Universidade Estadual de Goiás. Câmpus de Ciências Exatas e Tecnológicas.
  • Pedro Oliveira Paulo Universidade Estadual de Goiás. Câmpus de Ciências Exatas e Tecnológicas.

Palavras-chave:

Cingulata. Glyptodontoidea. Pleistoceno. Mamíferos. Acervo. CCET

Resumo

Constituindo o mais importante grupo de mamíferos do Cenozóico da América do Sul, onde são amplamente representados no registro fóssil, os Xenarthra são atualmente representados por apenas 31 espécies, distribuídas em 21 espécies de tatus, 6 espécies de preguiças arborícolas e 4 espécies de tamanduás. Esta pequena representação na fauna moderna não reflete a expressiva riqueza de formas fósseis que habitou o Continente Sul-Americano durante todo a Era Cenozóica. As formas fósseis e viventes podem ser categorizadas em dois importantes grupos ou Ordens: Pilosa e Cingulata. A Seção de Geologia e Paleontologia do Câmpus CET, SEGEP/CET, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), possui um rico acervo de materiais fósseis, minerais e rochas, que são utilizados pelo corpo discente no âmbito das disciplinas de Gerologia e Paleontologia. Dentre os fósseis de vertebrados, levantementos prévios do acervo permitiram o reconhecimento de um rarto tubo caudal de Glyptodonte, exibindo as típicas caracteríscas deste grupo de organismos de grande porte, caracterizados por ampla carapaça não-articulada, massa corporal elevada e característico do Pleistoceno da América do Sul. Inicialmente classificado como elemento osteológico atribuível à espécie Parapanochthus jaguaribensis (Xenarthra, Glyptodontoidea), atualmente esse gênero é uma sinonímia de Panochthus, sendo, portanto denominado Panochthus jaguaribensis. No entanto, esta questão taxonômica ainda carece de análises mais pormenorizadas, acompanhadas de comparações com exemplares de outras coleções e consultas à literatura no intuito de alcançar a completa identificação do exemplar, bem como dirimir eventuais questões filogenéticas, ainda problemáticas dentro do grupo. Esta contribuição visa primordialmente reportar e confirmar a presença de elemento osteológico desta rara espécie na SEGEP da UEG.

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Publicado

2018-04-10

Edição

Seção

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - JORNADA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO