Vias do sagrado na modernidade: a “vida simbólica” em Demian

Autores

  • Fabíola Mendes Alves Universidade Estadual de Goiás – Campus Formosa
  • Marcelo G.C. Brito Universidade Estadual de Goiás – Campus Formosa
  • Marcelo R. Reis Universidade Estadual de Goiás – Campus Formosa

Palavras-chave:

Demian. Herman Hesse. Carl Jung. Vida simbólica. Sagrado.

Resumo

O historiador das religiões Mircea Eliade, em sua obra O Sagrado e o Profano, defende que nem
mesmo o amplo movimento de dessacralização do mundo em curso no ocidente nos últimos três
séculos impediu que o sagrado mantivesse sua efetividade. Tendo em vista essa argumentação, a
pesquisa aqui apresentada analisou a obra Demian (1919), do escritor suíço Hermann Hesse. Em
Demian, por meio das tramas que envolvem seus dois protagonistas, Hesse parece materializar em
enredo a chamada “vida simbólica” proposta pela Psicologia Analítica junguiana naquele mesmo
período. A vida simbólica junguiana, pautada pelo trabalho da subjetividade com os símbolos que
surgem do inconsciente, aqui é entendida como uma das formas assumidas pelo sagrado numa
época que tinha, como discurso autorizado sobre o real, o saber científico.

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Publicado

2018-04-10

Edição

Seção

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - Seminário de Iniciação Científica - Painel