Barcelona e Berlim: imagens midiáticas, cidades globais e urbanismo contemporâneo
Palavras-chave:
Urbanismo Contextualista. Cidades midiáticas. Estratégias Urbanas Contemporâneas.Resumo
A partir do século XIX houve transformações urbanas mais intensas que estimularam discursos sobrea preservação e salvaguarda do tecido urbano existente. No último quarto do século XX, com a
ampliação do território urbanizado e do conceito de patrimônio cultural edificado, a inserção de
políticas públicas e investimentos do capital privado, as cidades passaram a ser exploradas como
imagens midiáticas, buscando arquiteturas inéditas e vinculadas às formas inusitadas. O início desse
processo situa-se na revisão crítica do Movimento Moderno, devido às abordagens historicistas
empregadas. As intervenções urbanas saíram de uma visão todo para uma escala menor, com novas
propostas que assumiriam as características do lugar como ponto primordial. Esta prática, conhecida
por alguns teóricos como “Urbanismo Contextualista”, ganhou força a partir da década de 1960,
principalmente na Europa, e esteve sob foco de importantes intervenções do período, destacando os
casos de Barcelona e Berlim. Como desdobramentos, nas décadas de 1990 e 2000, estas cidades
tiveram seu tecido alterado devido à implantação de polos culturais, esportivos, empresariais, entre
outros que arrecadassem público e investimentos. Partindo de uma iniciativa de seus gestores e os
interesses do capital privado, essa pesquisa apresenta essa dinâmica urbana e seus ecos no debate
do urbanismo contemporâneo.
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Publicado
2018-04-26
Edição
Seção
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - Seminário de Iniciação Científica - Painel