A RESISTÊNCIA DOS ESTUDANTES AO PROJETO DE ADMINISTRAÇÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ANÁPOLIS/GO PELAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS

Autores

  • Layla Maria de Aguia Unidade Universitária de Ciências Socioeconômicas e Humanas
  • Veralúcia Pinheiro Universidade Estadual de Goiás Anápolis/GO

Palavras-chave:

Organizações sociais. Secundaristas. Movimento social.

Resumo

Neste artigo apresentamos dados da pesquisa acerca do movimento de ocupação das escolas públicas pelos estudantes em Anápolis, em 2016. A partir de estudos teóricos sobre os movimentos sociais e também por meio de entrevistas buscamos refletir as ações de resistência dos secundaristas contra a gestão das Organizações Sociais (OSs). Em resposta a luta organizada dos estudantes, o governo do Estado desencadeou um processo repressivo, que consistiu em perseguir os estudantes tanto no interior das escolas ocupadas quanto nas ruas da cidade. Por sua vez, a grande imprensa em aliança com o governo, durante todo o período da ocupação se esforçou para construir uma representação dos estudantes como vândalos e baderneiros. Contrapondo-se a isso os estudantes diariamente divulgaram nas redes sociais a organização e o zelo dos estudantes com suas escolas. Desse modo, é possível afirmar que os estudantes foram vitoriosos não permitindo a manipulação do movimento por partidos políticos e sindicatos e ainda alertaram a sociedade para o significado social e político da terceirização das escolas públicas por meio das Organizações Sociais. Nesse sentido, é emblemática a frase adotada pelo movimento “Ocupar é resistir”.

Biografia do Autor

  • Layla Maria de Aguia, Unidade Universitária de Ciências Socioeconômicas e Humanas
    Aluna do curso de História, PIBIC/CNPQ
  • Veralúcia Pinheiro, Universidade Estadual de Goiás Anápolis/GO
    Docente do curso de História

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Publicado

2018-04-10

Edição

Seção

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - Seminário de Iniciação Científica - Apresentação Oral