DAS LUTAS PELA DIFUSÃO DO ENSINO ELEMENTAR NO FINAL DA PRIMEIRA REPÚBLICA À ADMINISTRAÇÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS PELOS GRUPOS PRIVADOS NO ESTADO DE GOIÁS.

Autores

  • Amanda Beatriz Silva de Godoi Unidade Universitária de Ciências Socioeconômicas e Humanas de Anápolis
  • Veralúcia Pinheiro Unidade Universitária de Ciências Socioeconômicas e Humanas de Anápolis

Palavras-chave:

Educação. Goiás. Administração. Privatização

Resumo

O presente artigo é resultado de nossa participação no projeto de pesquisa sobre a proposta governamental de transferência das escolas públicas para as Organizações Sociais (OSs) cujo plano de trabalho consiste em analisar tal proposta, porém levando em conta à história da educação em nosso país, especialmente as ações desenvolvidas no final da Primeira República. Este período foi marcado por reivindicações que cobravam a difusão da escola pública, por ideias nacionalistas e por preocupações quantitativas. Em contrapartida nos anos 1990, sem renunciar aos mesmos ideais nacionalistas, mas neste momento com um discurso voltado para a qualidade na educação, a (contra) reforma no Estado, desencadeada pelo governo abre espaço para grupos empresariais, retomando velhas práticas políticas comuns no Brasil e que consiste em uma espécie de simbiose entre o Estado e o Capital. No Estado de Goiás, a expressão mais evidente dessa simbiose é a proposta de transferência da gestão das escolas públicas para o setor privado, por meio das Organizações Sociais (OSs). O pressuposto da nossa pesquisa, é que a proposta de implantação das OSs representa o desmonte da escola pública, instituição considerada imprescindível pelos positivistas e liberais das primeiras décadas do século XX.

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Publicado

2018-04-10

Edição

Seção

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - Seminário de Iniciação Científica - Painel