O CORPO FEMININO NEGRO E O MOVIMENTO “MARCHA DAS VADIAS”

Autores

  • Laurianne Guimarães Mendes Universidade Estadual de Goiás – Campus Iporá
  • Guilherme Figueira Borges Universidade Estadual de Goiás – Campus Morrinhos

Palavras-chave:

Análise do Discurso. Marcha das Vadias. Corpo Feminino Negro.

Resumo

A “Marcha das Vadias” é um movimento que emerge no fio descontínuo da história como resposta ao comentário de um policial que afirmou que as mulheres deveriam parar de se vestir como vadias para evitar estupros. Com o crescimento do movimento “Marcha das Vadias” e de seus adeptos, diversos movimentos, como exemplo, o movimento negro e o movimento LGBT, acabaram se incorporaram à Marcha produzindo sentidos para os corpos que são singulares. Nesse trabalho, objetivamos analisar os sentidos que deslizam sobre o corpo feminino negro no movimento “Marcha das Vadias”, visto que, esse corpo sofre discriminações por sua raça e gênero. Por fim, convém evidenciar que, no movimento intitulado “Marcha das Vadias”, o corpo feminino negro, sob uma ótica discursiva, constitui-se na “anormalidade” por resistir a determinados padrões sócio- históricosideológicos. Para tanto, ancorar-nos-emos, sobretudo, nas noções de “sujeito”, “discurso”, “história” e “corpo anormal”, de Foucault (1995, 1996, 2001), em diálogo com as noções de “monstro”, de Courtine (2008), “raça” e “gênero”, de Louro (2003) e “identidade” de Hall(2011).

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Publicado

2018-04-10

Edição

Seção

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - Seminário de Iniciação Científica - Painel