A MULHER QUE COMEU O AMANTE, DE BERNARDO ÉLIS, EM INGLÊS: UM PEQUENO ESTUDO SOBRE TRADUÇÃO ESTRANGEIRIZADORA

Autores

  • Phablo Felipe Oliveira Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Inhumas
  • Johnwill Costa Faria Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Inhumas

Palavras-chave:

Estudos da Tradução. Estrangeirização. Domesticação. Literatura goiana. Bernardo Élis

Resumo

Este trabalho explora a riqueza linguística e cultural do escritor goiano Bernardo Élis, a partir de uma tradução para o inglês de seu conto A mulher que comeu o amante. Dentre os inúmeros desafios impostos pela tradução, Tymoczko (2002, p. 29), expõe duas estratégias: aproximar o texto do leitor ou levar o leitor até o texto, afirmação, aliás, que parece ter base em Schleiermacher (1813/2011, p. 22). É isso também que levou Venuti (1995, 1998) a conceber o conceito de tradução estrangeirizadora e tradução domesticadora. Berman (2007, p. 28), por sua vez, tem por concepção que as traduções literárias tradicionais têm um matiz culturalmente etnocêntrico (2007, p. 28). Compreendendo isso como uma estratégia domesticadora de tradução, Venuti (1995, p. 20) defende a abordagem estrangeirizadora, no caso das traduções para o inglês, de modo a “conter a violência etnocêntrica da tradução”, ao racismo e ao que chama de narcisismo e imperialismo cultural. Assim, o conto supracitado é utilizado como exemplo de análise, verificando até que ponto algumas domesticações realizadas podem ser convertidas em estrangeirização.

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Publicado

2018-04-10

Edição

Seção

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - Seminário de Iniciação Científica - Painel