Poder, literatura e memória: a representação da tirania em Luciano de Samósata
Palavras-chave:
Luciano de Samósata. Tirano. Tiranicida. Império Romano. Retórica. IntroduçãoResumo
No presente artigo, Poder, literatura e memória: a representação da tirania em Luciano de Samósata, temos o objetivo de discustir a representação da tirania por meio da obra O Tiranicida. No discurso O Tiranicida, de Luciano de Samosáta, apresenta os argumentos de alguém que se diz tiranicida. Esse “tiranicida” reclama os benefícios advindos por matar indiretamente o tirano de uma cidade grega. O homem que pede a esses benefícios, diz que matou o filho do tirano, este ao ver o filho morto se mata; desse modo esse homem se diz um tiranicida. Para corroborar essa tese ele analisa a legislação grega que beneficia o tiranicida, bem como os benefícios que a morte desse tirano traria; além de outros argumentos que pudessem levar ao convencimento de que ele realmente é um tiranicida, e que sua ação foi de fundamental importância para aquela cidade. Luciano de Samosata, escreve essa obra no período século II d.C., em que a tirania não é mais uma instituição existente, já que o Império Romano dominava as cidades gregas. Nesse sentido nos questionamos sobre a intencionalidade de se retomar esse “velho” tema nesse período.Downloads
Publicado
2018-04-10
Edição
Seção
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - Seminário de Iniciação Científica - Painel