O FILOSOFAR HISTÓRICO E A ANALÍTICA DA PRODUÇÃO DAS SUBJETIVIDADES
Resumo
Trata-se de discutir como se desenvolve, de Nietzsche a Foucault, uma analítica da
produção dos indivíduos em sujeitos, uma história dos modos de objetivação e subjetivação. Nesse
sentido, na primeira parte desta análise apresento como os dois pensadores, por meio da crítica ao
sujeito moderno, desenvolvem uma analítica de como os sujeitos são fabricados historicamente e em contextos específicos, problematizando a ideia do sujeito metafísico. Para tanto, faço uma incursão em textos dos dois autores, privilegiando a temática da loucura. Em Nietzsche, penso o aforismo 125 de A Gaia Ciência, o homem louco, mas também outros textos. Da lavra de Foucault, discuto de modo mais pontual questões relativas à História da Loucura. Estas leituras se fazem importantes, pois são os fios condutores para a segunda parte da análise, que consiste na análise da produção do sujeito louco, como um exemplo entre outros possíveis. Esse recurso é utilizado para discutir a atualidade do filosofar histórico como perspectiva interessante para entendermos e problematizarmos o nosso tempo. Sendo assim, um filosofar histórico sobre a loucura, mas também sobre outros temas, podem colaborar para uma reflexão mais apurada sobre a nossa modernidade e sobre a racionalidade que produzimos, bem como sobre os seus limites.
Palavras-chave: Tempo presente. Nietzsche. Foucault. Loucura.