Influência da ausência de luz no crescimento micelial e esporulação de Pestalotiopis mangiferae ocorrente em mangueira cv. ‘Amrapali’
Resumo
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de frutas, entre as frutas mais produzidas no país está a manga. Contudo, a vida pós-colheita é limitada pelo desenvolvimento de patógenos, principalmente por fungos que causam podridões. Entre os diversos fungos que acometem os frutos está o Pestalotiopsis mangiferae que causa a podridão peduncular dos frutos depreciando a fruta. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da ausência de luz no crescimento micelial e esporulação de Pestalotiopsis mangiferae. Foram utilizados quatro isolados obtidos a partir de lesões de folha de mangueira, cultivados in vitro em meio Batata Dextrose Ágar (BDA) e pertencentes ao banco de isolados da Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Ipameri. Placas de Petri com meio de cultura BDA, contendo discos das colônias, foram mantidas à 25ºC e na ausência de luz. Foram avaliados os diâmetros das colônias aos 2,4 e 6 dias após a incubação (DAI). Aos 10 DAI foram quantificada a esporulação por meio da contagem de esporos em câmara de Neubauer. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado (DIC), com cinco repetições para cada isolado e os dados foram submetidos à análise de variância, regressão e ao teste Scott-Knott (P<0,05). A luminosidade é um fator que influencia no desenvolvimento de P. mangiferae. A falta de luz reduz a esporulação do patógeno a zero.
Palavras-chave: Epidemiologia, fotoperíodo, caracterização fisiológica.