Imposições dos espaços de isolamento (hospitais colônias) e sua interferência na (re)construção das relações afetivas e na desconstrução da maternidade de mulheres enfermas

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Resumo

Como se pensar em maternidade? Relacionamentos afetivos? Em locais em que as perspectivas de vida são repletas de medo e desconhecimento. Mas essa é a indagação levantada neste primeiro capítulo. Buscar na bibliografia e na literatura a respeito do tema resposta para este problema: O que era ser mãe para a mulher hanseniana? O presente texto faz referência aos leprosários, os quais eram a moradia dos enfermos que serão trabalhados no decorrer deste projeto. Descrever sobre seu cotidiano, suas práticas culturais e sociais é importante para demonstrar que dentro daquele local se formou uma nova comunidade com aspectos únicos, que não é de todo alheia a sociedade externa, mas é um grupo que se cria mediante aos ideais de preconceito e segregação. Isso pressupõe pensar naquele ambiente além de um espaço arquitetônico, estrutural, mas sim de troca de vivências e reconstrução das relações com o próximo. De que seria útil à sociedade se aqui fosse desenvolvido apenas uma reprodução de todos as outras pesquisas da área? Será desenvolvido um estudo a respeito de mulheres-mães, exmoradoras da Colônia Santa Marta, localizada em Goiânia Que muito além de um endereço é onde existem inúmeras histórias descobertas e que ainda serão descobertas.


Palavras-chave: Hanseníase. Segregação. Maternidade.

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Publicado

2019-03-27

Edição

Seção

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - PAINEL - INICIAÇÃO CIENTÍFICA - CIÊNCIAS HUMANAS