Os Conflitos da Memória: Imagens Distópicas e Tempo Histórico
Resumo
Pretende-se compreender de que modo os sujeitos que vivenciaram as guerras do século XX lidaram com as novas experiências e construíram visões distópicas do possível porvir da humanidade. Tornam-se interessante destacar como esses contemporâneos enfrentaram seu tempo, com suas rupturas e continuidades, ao passo que, as experiências vividas romperam antigas expectativas e criaram outras perspectivas para o futuro, não necessariamente agradáveis. Tencionase correlacionar as distintas narrativas, Nós (1924) de Ievguêni Zamiátin, Admirável Mundo Novo (1932) de Aldous Huxley e 1984 (1949) de George Orwell com a concepção de totalitarismo da filósofa Hannah Arendt, uma vez que discorre sobre a fragmentação da história ocidental e a possível transformação da natureza humana. Para ressaltar se, em maior ou menor grau tal concepção continua estabelecendo significados com nossas produções contemporâneas utilizaremos a série
ficcional Black Mirror (2011), criada pelo roteirista britânico Charlie Brooker. Correlacionando múltiplas elaborações de consciência histórica, percebemos que existem diferentes modos de apreender o tempo. É necessário, entender como escritores de outras épocas compreendiam seu tempo, para confrontar com nossa maneira de interpretar nossa contemporaneidade.
Palavras-chave: Alteridade; Distopia; Tradição; Totalitarismo; Ruptura.