A REDUÇÃO DA TRANSITIVIDADE E SEUS CONTEXTOS DE USO NA FALA GOIANA

Autores

Resumo

Esta pesquisa destina-se a analisar e descrever a transitividade na fala goiana a partir dos pressupostos teóricos da Linguística Funcional Centrada no Uso (LFCU), representados especialmente por Barros (2011, 2016), Cezário e Furtado da Cunha (2013), Croft (2001), Furtado da Cunha e Souza (2011), Givón (1984,1990), Goldberg (1995,2006), Hopper e Thompson (1980), Langacker (2013), Oliveira e Rosário (2015), Traugott (2008). Parte-se da hipótese de que a transitividade no português brasileiro (PB), representado pela variante falada em Goiás, está passando por processos de mudança em que verbos que a tradição gramatical categoriza como transitivos estão se tornando produtivos para construções com padrões menos transitivos. Essas mudanças estariam resultando na reconfiguração do sistema de voz, observável, sobretudo, pelo não uso dos pronomes reflexivos, como atestou o trabalho de Barros (2011). Para o funcionalismo, a transitividade não é um fenômeno unicamente do verbo e sim de toda oração, portanto, não ocorre de maneira dicotômica e polarizada entre o transitivo e o não transitivo, mas sim em graus observáveis em um continuum que vai do mais transitivo ao menos transitivo. O corpus sob análise, é constituído por dados de língua em uso, na modalidade falada, retirados do banco de dados do Projeto “Fala Goiana”.


Palavras-chave: Transitividade. Mudança linguística. Língua em uso.

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Publicado

2019-03-26

Edição

Seção

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - PAINEL - INICIAÇÃO CIENTÍFICA - LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES