ESTRATEGIAS METAFICCIONAIS EM EU SOU A PERSONAGEM!, DE MARIA DA GLÓRIA CARDIA DE CASTRO
Resumo
Em pesquisas recentes, a metaficção tem sido apontada como uma marca da produção literária contemporânea para jovens e crianças (FRANCA, SOUZA, CAMARGO, 2015; FRANCA; SOUZA, CAMARGO, 2016; CAMARGO, FRANCA, FARIA, 2018). A metaficção, em síntese, é a narrativa de ficção que constrói uma crítica sobre si mesma, comentando, expondo e, muitas vezes, descontruindo seus recursos de composição bem como seu status ficcional (HUTCHEON, 1984). Eu sou a
personagem!, obra de Maria da Glória Cardia de Castro, contando a história de uma personagem que auxilia uma escritora-personagem a escrever um livro, evidencia a presença dessa tendência autorreflexiva, que a configura como narrativa metaficcional. Isto posto, no presente trabalho, tencionamos demostrar esse fenômeno, estudando as estratégias metaficcionais de Eu sou a personagem! A discussão proposta fundamentar-se-á em Coelho (1991); Franca, Souza e Camargo
(2015, 2016); HUTCHEON, 1984; Lajolo e Zilberman (2003), Lepaludier (2002); Souza, Franca e Camargo (2017). Este trabalho é resultado parcial do projeto de pesquisa A presença de narrativas metaficcionais na Literatura Infantil e Juvenil brasileira, desenvolvido na UEG, Câmpus Pires do Rio, apoiado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PrP) e coordenado da professora doutora Vanessa Gomes Franca.
Palavras-chave: Metaficção. Literatura infantil e juvenil. Personagem-escritor.