MULHER, DISCURSO E ARTE EM “MOÇA TECELÔ E “PARA QUE NINGUÉM A QUISESSE” DE MARINA COLASANTI
Resumo
O presente trabalho possui como objetivo analisar os contos: “Moça Tecelã” e “Para que ninguém a quisesse” de Marina Colasanti (2012), numa perspectiva discursiva. A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica e depois análise dos contos a partir dos conceitos da Análise de Discurso. No conto “Moça tecelã”, observa-se o quanto é importante a mulher valorizar sua liberdade, seu poder de decisão em relação aos seus objetivos e sonhos. Compreende-se que, em busca de
realizar seus objetivos e sonhos, ela pode se perder, como a tecelã, que vivia feliz ao tecer lindos dias, mas a realização do sonho de se casar, a fez, prisioneira e solitária, não porque o casamento a aprisionou, mas a relação com o marido projetou isso. Mas nesse caso, ela pode desfazer tudo que a afligia. Em “Para que ninguém a quisesse” a mulher é apagada totalmente pelas ações e interdições do companheiro. Assim, enquanto uma consegue desfazer, mostrando que está em suas mãos as escolhas de sua vida, a outra, não consegue simplesmente voltar ao que era, pois foi silenciada em seu interior. Dessa forma, as obras expõem como o papel feminino se constitui numa relação com o outro, sendo apagada a partir das interdições e cobranças realizadas. Mas “Moça tecelã” apresenta um meio de resistência a partir de compreender que a sua vida está em suas mãos, por isso pode-se resistir, a partir dessa compreensão.
Palavras-chave: Análise de Discurso. Literatura. Interdição. Sujeito.