PERSÉPOLIS: A FORMAÇÃO DO LEITOR CRÍTICO PELO DIÁLOGO TRANSESTÉTICO EM HQ
Resumo
Há muitos anos as histórias em quadrinhos fazem parte da literatura multimodal, mais precisamente desde o final do século XIX. Considerando o uso dos quadrinhos como objeto didáticopedagógico, ganha destaque, neste artigo, a obra Persépolis, uma Graphic Novel autobiográfica, escrita pela romancista franco-iraniana Marjane Satrapi, que consegue expressar, em sua obra, por meio de sua própria voz e de uma visão pós-colonial, suas experiências de vida durante a
revolução islâmica em seu país. Nesse contexto, ao tomarmos esta obra como material de apoio nas aulas de Literatura, percebemos que, historicamente, o Oriente na visão do Ocidente é tido ideologicamente como uma ameaça. Essa noção de ameaça se faz mais forte quando se fala a respeito do Irã, país no qual se passa a maior parte da trama da obra de Satrapi. Deste modo, este trabalho visa discutir metodologias para o ensino de literatura no ensino médio. Para isso, apresentase relatos de oficinas que foram aplicadas na rede pública de ensino abordando a obra Persépolis a partir da discusão sobre os diferentes gêneros quadrinísticos, bem como propor uma problematização dos assuntos abordados no livro por meio da teoria pós-colonial.
Palavras-chave: Persépolis. Quadrinhos. Pós-colonialismo. Hipergêneros.