DESMISTIFICANDO E PROMOVENDO EDUCAÇÃO AMBIENTAL SOBRE SERPENTES POR MEIO DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
Palavras-chave:
Educação ambiental, Prevenção de acidentes, Conservação, Educação, Ensino públicoResumo
O presente trabalho aborda a problemática da desinformação sobre as serpentes, animais que, apesar de sua relevância ecológica, são alvo de mitos, temores e perseguição, gerando distorções preocupantes sobre sua biologia e, especialmente, sobre os procedimentos de primeiros socorros em acidentes ofídicos (ofidismo). Tal desinformação e a imprudência humana são apontadas como os principais fatores que motivam a maioria dos acidentes. Nesse contexto, a extensão universitária assume um papel crucial na difusão do conhecimento científico e no combate a crenças populares. Foi desenvolvido um projeto de extensão em Quirinópolis, Goiás, com o objetivo de promover a educação ambiental sobre serpentes para estudantes do Ensino Fundamental e Médio, além da comunidade geral. As atividades consistiram em palestras e ações em espaços públicos, como feiras, abordando biologia, prevenção de acidentes e condutas adequadas em caso de ofidismo. A metodologia utilizada buscou integrar o conhecimento técnico com paradigmas humanistas, plurais e interculturais, visando a formação integral do indivíduo. Os resultados evidenciaram um elevado interesse e participação da comunidade, com destaque para a busca ativa por conhecimento para desmistificar lendas locais, como aquelas envolvendo a serpente Caninana. Ao final das ações, foi constatada uma mudança significativa na percepção dos participantes, que passaram a reconhecer as serpentes não apenas como ameaça, mas como componentes essenciais do ecossistema, internalizando a importância de sua preservação e da evitação de sua mortalidade indiscriminada. O estudo conclui que ações de educação ambiental simples e acessíveis são efetivas para transformar a percepção pública, combater a desinformação – principal causa da perseguição desses animais –, e fortalecer a conexão entre ciência, conservação da fauna e saúde pública, especialmente em áreas rurais com maior incidência de acidentes ofídicos.