O PESO DO BILDUNGSROMAN E A LEVEZA DO FOLHETIM
UM ESTUDO DE JANE EYRE, DE CHARLOTTER BRONTË
Palavras-chave:
Novela, Folhetim, Bildungsroman, Jane EyreResumo
Neste trabalho será realizado um estudo sobre o clássico da literatura inglesa Jane Eyre, de Charlotte Brontë (1816-1855), a fim de se refletir sobre o seu enredo, personagens, espaço-tempo, contexto histórico e panorama crítico. O objetivo do trabalho é organizar uma abordagem do romance enquanto um livro que flutua entre a novela folhetinesca e o Bildungsroman feminino. Para isso, utilizamos como base teórica os autores: Bennet (1934), Soares (2007), Hauser (1982), Moisés (1987) para refletirmos sobre a noção de novela; Silveira, Sangaletti e Wagner (2018), Silva (2015), Moisés (1985) e Hauser (1982) para discorrermos sobre o folhetim; e Maas (2000), Carvalho (2010) e Aguiar e Silva (1991) para a abordagem sobre o Bildungsroman.
Referências
ALVES, Elis Regina Fernandes. A dubiedade da protagonista em Jane Eyre, de Charlotte Brontë. RECH-Revista Ensino de Ciências e Humanidades – Cidadania, Diversidade e Bem Estar. Ano 4, Vol. VI, Número 1, Jan-Jun, 2020, p. 300-321.
BENNET, E. K. A History of the German Novelle. From Goethe to Thomas Mann. Cambridge: University Press, 1934.
BRONTË, Charlotte (1816-1835). Jane Eyre. Tradução e prefácio de Heloísa Seixas. 5. ed. Rio de Janeiro: Best Bolso, 2016.
CAMARGO, Mônica Hermini de. Versões do feminismo: Virginia Woolf e a estética feminista. 2001. Dissertação de (Mestrado em Estudos Literários) Departamento de Letras Modernas da Universidade São Paulo –USP.
CARVALHO E SILVA, Carmelinda Carla. Escrita feminina e autorepresentação em Jane Eyre, de Charlotte. Revista Cacto: Ciência, Arte, Comunicação em Transdiciplinariedade Online. V.1 N. 1 2021.
CARVALHO, Jorge Vaz de. Jorge de Sena: Sinais de Fogo como romance de formação. Lisboa: Assírio & Alvim, 2010.
DICIO. Dicionário Online de Português. Diegese. Disponível em: https://www.dicio.com.br/diegese/. Acesso em: 21/06/2022.
FRASER, Rebecca. Charlotte Brontë: a writer’s life. New York: Pegasus Books, 2008.
GILBERT, Sandra M.; GUBAR, Susan. A dialogue of self and soul: Plain Jane’s Progress. In: GILBERT, Sandra M.; GUBAR, Susan. The Madwoman in the Attic: The woman writer and the 19th century imagination. New Haven: Yale University Press, 2000, p. 336-371.
HAUSER, Arnold. História social da literatura e da arte. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1982.
KURTZ, Karina Moraes. As nuances de Brontë: o romance de formação e a tessitura da identidade de Jane Eyre. Santa Maria-RS: Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Artes e Letras, Programa de Pós-Graduação em Letras, 2020. (Dissertação de Mestrado).
LIMA, Danielle Dayse Marques de. Jane Eyre: Drama e Tragédia no Romance de Charlotte Brontë. João Pessoa: PPGL/UFPB, 2008. (Dissertação de Mestrado).
MAAS, Wilma Patrícia. O cânone mínimo: o Bildungsroman na história da literatura. São Paulo: UNESP, 2000.
MOISES, Massaud. A criação literária: prosa. São Paulo: Cultrix, 1987.
MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. 4. ed. São Paulo: Cultrix, 1985.
SILVA, Mirella Priscila Izídio da. Além das fórmulas: um estudo da estrutura folhetinesca e não folhetinesca no romance A Emparedada da Rua Nova. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco. Centro de Artes e Comunicação. Letras, 2015.
SILVEIRA, Guaracy Carlos da; SANGALETTI, Letícia; WAGNER, Cristina. Introdução ao jornalismo. Porto Alegre: SAGAH, 2018.
SOARES, Angélica. O texto, a teoria. In: SOARES, Angélica. Gêneros literários. 7. ed. São Paulo: Ática, 2007. (Série Princípios).