"O QUE FICOU NA PENUMBRA: O PAPEL ESQUECIDO DO SANATÓRIO ESPIRITA ANTÔNIO BATISTA GORDEUCH NA IDENTIDADE DE ITAPIRAPUÃ-GO”
Resumo
Este trabalho discute o processo de invisibilização do Sanatório Espírita Antônio Batista Gordeuch, fundado em 1961 na cidade de Itapirapuã-GO[1], considerando sua relevância histórica, social e espiritual no contexto regional. Analisa-se como experiências terapêuticas e religiosas associadas ao espiritismo foram, ao longo do tempo, marginalizadas pelas políticas oficiais de preservação cultural. O estudo evidencia que, embora o sanatório tenha desempenhado papel importante no cenário social, cultural e religioso do município e de regiões vizinhas, sua ausência nos registros institucionais revela uma lógica seletiva que privilegia certos discursos e exclui práticas populares, espirituais e periféricas. Nesse contexto, destaca-se a força da memória comunitária, sustentada por relatos orais e tradições locais, como forma de resistência ao esquecimento institucional. O texto propõe, assim, uma reflexão sobre a necessidade de construir uma história cultural mais plural e inclusiva, que valorize as memórias silenciadas como parte fundamental do patrimônio social e cultural local.
Palavras-chave: Patrimônio Cultural, Memória Coletiva, Espiritismo, Esquecimento, Invisibilização.
[1] Itapirapuã está localizada no estado de Goiás, na região Centro-Oeste do Brasil, entre os municípios de Goiás e Jussara. Foi elevada à categoria de distrito em 1953 e tornou-se município em 1958, com instalação oficial em janeiro de 1959. Em 1975, passou a contar com o distrito de Jacilândia, compondo, desde então, sua divisão territorial com dois distritos. A região destaca-se como ponto de ligação entre importantes centros urbanos do noroeste goiano. (IBGE 2022)
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